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Graças ao talento e ao incentivo dos pais, elas se tornaram feras no tatame

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Karen

EDIÇÃO Nº 40 – FEVEREIRO DE 2018 – 

Não é novidade para ninguém que o esporte é muito importante para a formação das crianças. Além de trazer benefícios para a saúde, ajuda ainda na formação como cidadão de um modo geral, ensinando a conviver com regras e respeitar outras pessoas. Conheça, a seguir, três jovens que, incentivadas pelos pais, tornaram-se atletas bem-sucedidas sem deixar de lado outras responsabilidades tão importantes quanto.

Karen Tiemy Maciel da Silva, de 14 anos, é filha da colega Keiko Baba Maciel da Silva, que trabalha na área de Contabilidade e Tributos. Atualmente, ela treina na TK Karatê e, embora esteja afastada de disputas oficiais, já conquistou resultados interessantes, como o segundo e o terceiro lugares em kata e kumite, no campeonato de Cerquilho. “Mas minha principal conquista foi receber a faixa marrom, um reconhecimento a muito esforço, treinamento e dedicação”, diz.

A jovem acredita que o karatê foi fundamental para desenvolver características como disciplina, autoconfiança e resistência, entre outras. “Minha mãe sempre incentivou a modalidade, por questão de saúde e também para me passar segurança”, lembra. Por isso, os pais sempre foram presentes, não só nas competições, mas também nos treinos e exames de faixa.

“Acho muito válido as crianças participarem de campeonatos, representarem a escola, o clube ou mesmo a cidade. Como pais e educadores, devemos orientá-los que tudo tem seu tempo e valor. É importante que eles saibam diferenciar as responsabilidades, prioridades e lazer”, destaca Keiko.

Júlia

Julia Sousa Menezes tem 8 anos, também é carateca e treina na mesma academia que Karen. Ela é filha de Milena e Anilton Menezes, ambos colegas da PPE/ASTA. Mas a modalidade vai além do hobby. Entre outros títulos, a menina é tricampeã do circuito ACAK e medalhista de bronze do campeonato paulista de 2017. “Foi um campeonato difícil, por isso considero minha principal conquista”, afirma.

Os pais de Julia também são presença constante na carreira da jovem atleta, que sonha em participar de muitos outros campeonatos, inclusive o brasileiro ou, quem sabe, até mesmo uma Olimpíada. “Nós vibramos a cada luta, o coração quase sai pela boca. É um orgulho imenso ver a dedicação que ela tem e o resultado disso, traduzido em suas conquistas”, afirmam os papais orgulhosos. “A Julia administra bem sua rotina entre o Karatê e outras atividades e quando bate aquela ‘preguicinha’ para estudar, nós cobramos um pouquinho e ela engrena novamente”, garantem.

Gyovanna

Quem também está acostumada com pódios é Gyovanna Victoria da Silva Andrade, filha do colega Edson Andrade. Aos 12 anos de idade, ela é atleta da Prefeitura Municipal de Cerquilho e treina na academia Level Fitness, sua atual patrocinadora. A lista de vitórias é extensa. Na região, já conquistou cinco títulos de campeã, e no Estado, outros quatro, além de um vice-campeonato. Até o ano passado, era a segunda melhor atleta de São Paulo, no ranking da sua categoria.

Todas as lutas foram muito importantes, mas uma conquista, em especial, traz sempre boas recordações: a primeira medalha que ganhou aos 7 anos, quinze dias após ter iniciado os treinos. “Minha mãe me levou para o Judô por eu ser uma criança muito agitada e arteira. Ela queria que eu gastasse toda minha energia lá, mas não esperava que eu fosse me identificar e amar tanto o judô”, explica.

Este ano, Gyovanna começa a competir em uma categoria mais difícil, a Sub 15, mas não falta disposição para a adolescente, que sonha ser uma campeã olímpica e ter sua própria academia, para ensinar a modalidade a outros jovens. Fora do tatame, seu futuro profissional será a Arquitetura ou a Engenharia. Se depender do apoio dos pais, a garota vai longe.

“Procuro passar que o seu crescimento no judô é consequência dos estudos, pois ela precisa ter uma profissão caso este sonho não dê certo”, afirma sua mãe, Dayane. Segundo o papai Edson, o judô trouxe para sua filha responsabilidades, respeito, compromisso e dedicação tanto nos seus treinos como na sua vida cotidiana. “Também trouxe disciplina, que provoca o equilíbrio necessário para que a criança tenha responsabilidade em toda sua vida”, acrescenta.