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Dar de si, sem pensar em si: o lema do colega rotariano Laércio Augustinho

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Laércio durante a preparação da festa do sanduíche, realizada em 2016

Edição Nº 39 – Dezembro de 2017

LAÉRCIO – Vendedor externo da PPE, Laércio Augustinho mora em Bauru e, sempre gostou de atuar ocasionalmente como voluntário em atividades sociais. Em 2009, porém, a iniciativa ganhou força depois que aceitou o convite feito por um amigo para integrar o Rotary Clube de Bauru Aeroporto. De lá para cá, as iniciativas realizadas em grupo têm impactado na vida de muitas pessoas, inclusive na do colega, que tem vivenciado momentos emocionantes em seu dia a dia.

Como você pode resumir a essência do Rotary?

LAÉRCIO – O Rotary é uma organização mundial de profissionais e pessoas de negócios, que prestam serviços humanitários, que se unem para causar mudanças positivas e duradouras em suas cidades e pelo mundo, através de projetos sustentáveis em diversas áreas. Responsável direto pela quase erradicação total da poliomielite no mundo, neste ano apenas dois países tiveram registros da doença: Afeganistão, com seis casos, e Paquistão, com cinco. O Rotary não beneficia diretamente pessoas, mas sim através de entidades, promovendo eventos para auxiliar creches e organizações voltadas para reabilitação física e para pessoas com doenças graves, como a AIDS, por exemplo.

Qual foi o momento mais marcante como rotariano?

A verba arrecadada com a venda dos lanches foi revertida para a SORRI Bauru, Fundação João Bidu, Creche N. S. do Desterro, Fundação Paiva e Associação Comunitária São Francisco de Assis

LAÉRCIO – Um dos momentos inesquecíveis aconteceu durante a entrega de andadores reversos para crianças com deficiência física, produzidas pela SORRI de Bauru, com verba doada pelo Rotary Clube de Bauru Aeroporto. A emoção tomou conta de mim quando vi a felicidade no rosto das crianças ao se locomoverem para frente e para trás, sem o auxílio de ninguém.

Você acredita que se tornou uma pessoa melhor depois que começou a participar desse tipo de atividade?

LAÉRCIO – Acredito sim, sem dúvida alguma. Ações como essas fazem com que a gente enxergue as coisas de uma forma diferente, dê mais valor à nossa vida, agradeça mais a Deus pelo que temos e, principalmente, valorize a saúde, para podermos servir o próximo necessitado. Afinal o lema do Rotary é “DAR DE SI SEM PENSAR EM SI”.

Quais as recomendações você daria a uma pessoa que quer se tornar voluntária?

LAÉRCIO – Para ser um voluntário, no meu entender, é só querer doar um pouco de seu tempo, que é muito precioso para cada um de nós, e ter o desejo e a determinação de servir o próximo necessitado.

Além da instituição que você apoia, quais organizações você admira, na região, em função do trabalho que exercem?

Além do Rotary, também existe o Lions Clube, que executa serviços semelhantes, como auxiliar entidades que prestam serviços diversos a comunidade.


“Precisamos ir além, nos envolver com o próximo, saber o que precisam e o que podemos fazer juntos”

Flávio Cuba do Amaral também dedica parte do seu tempo a atividades voluntárias

Flávio Cuba do Amaral também dedica parte do seu tempo a atividades voluntárias. Há doze anos ele participa da Diretoria da APAE de Cesário Lange, cidade a 30 km de Cerquilho, onde vivem familiares seus e de sua esposa.

Tudo começou quando seu sogro, João Luiz Daros, foi convidado para ser vice-presidente da entidade. Sua incumbência era apenas a de compor a chapa da Diretoria mas, após dois anos, teve que assumir a liderança da organização, em função do falecimento do antigo diretor. Flávio uniu-se ao sogro e, juntos, mergulharam na causa do amor ao próximo.

“Fazer o bem nos faz bem, e quando o bem é para uma pessoa especial, nos remete a rever conceitos, valores e até quanto podemos nos doar para alguém”, destaca o colega. Como integrante do Conselho da entidade, seu principal compromisso é o de buscar recursos para manter a instituição em funcionamento, tocando o coração das pessoas e mostrando a elas como são importantes não só o dinheiro, mas também a atenção que precisa ser destinada a “seres” ditos como especiais.

“Quando fazemos uma doação, estamos ajudando algo ou alguém, mas no caso das APAES, somos nós mesmos que estamos sendo ajudados”, destaca o colega. Entre outros objetivos, a entidade visa proporcionar melhora motora e intelectual, além de fazer seus integrantes se sentirem partes da sociedade, formando-os até para trabalhos profissionais. “Olhar para uma escola, onde os menos dependentes (com coordenação motora maior) ajudam, no momento da alimentação, aqueles com maiores dificuldades, colocando a comida na boca do outro, é simplesmente coisa de Deus”, reflete.

Aos colegas, Flávio dá um conselho importante: é necessário que todos deixem de olhar e pensar somente em si ou em sua própria família. “Precisamos ir além, nos envolver com o próximo, saber o que precisam e o que podemos fazer juntos”, lembra. “Somente assim, nos unindo, formaremos uma família melhor, uma empresa melhor, uma sociedade mais humana. Você também pode fazer parte dessa mudança”, acrescenta.


Que tal ser voluntário?

Portal OngsBrasil ajuda localizar onde trabalhar como voluntário

Além de tirar as pessoas da própria zona de conforto e contribuir para a qualidade de vida de quem precisa, ser voluntário também é uma forma de entrar em contato com novas realidades, com possibilidade de aprendizado e crescimento profissional. Segundo matéria publicada no Blog Ser Educacional, as vantagens são diversas e não há idade para quem quer se mexer e ajudar a tornar o mundo melhor. Um bom ponto de partida é o Portal OngsBrasil, que tem como objetivo melhorar a divulgação na internet do trabalho de instituições sociais brasileiras. Logo na Home, é possível pesquisar quais organizações sociais da região precisam de voluntários. É simples e prático. Basta clicar aqui e começar!